Canadian citizenship

Browsing through the blogosphere – something I really shouldn’t get into – I came across the blog of a Brazilian couple (Mirella & Christian) who immigrated to Canada in 2000, in which they talk about the immigration process, the arrival in the new country, adaptation, moving around (they lived in Toronto and Ottawa), deciding to stay for good and finally gettting Canadian citizenship in 2005.

Thinking the citizenship ceremony would be a cold, bureaucratic event, Mirella was surprised at the behaviour of the judge officiating the event (translation below):

A juiza foi extremamente atenciosa, de forma extremamente informal e carinhosa ela nos contou sobre os direitos e responsabilidades dos cidadaos, da importancia de participarmos ativamente junto a nossa comunidade etc… mas acima de tudo ela disse que nos admirava, pois independente da razao que tenha nos motivado a mudar para o Canada (aventura, profissão, qualidade de vida, refugio politico, casamento etc), nos eramos vencedores e dignos de honra… pois poucas pessoas seriam capazes de arriscar ficar longe de família e amigos e deixar tudo o que construiu para trás. Juro que quase chorei nessa hora, não por mim, mas por alguns amigos que conheci na escolinha de inglês no passado e que eram refugiado politicos, que deixaram tudo, que tiveram tempo de apenas fazer uma mala, entrar no avião, chegar no Canada e pronto… deu um aperto grande no coração… mas me sinto orgulhosa ao mesmo tempo!

Trans: The judge was extremelly attentive, in an extremelly informal and warm way she explained the rights and responsibilities of citizens , the importance of participating actively in our communities, etc… but above all, she said she admired us, because independently of the reason that lead us to move to Canada (adventure, work, quality of life, political asylum, marriage, etc), we were winners and worthy of honour… since few people would be capable of risking being away from family and friends, leaving everything they built behind. I swear I almost cried then, not for myself, but for some friends I met at English classes in the past who were political refugees, who left everything, who hardly had time to pack a bag, get into a plane, arrive in Canada and period… it tugged at my heartstrings… but I felt proud at the same time!

Me at my citizenship ceremonyThat’s exactly what my citizenship ceremony was like!! If it had happened in the same city, I would have thought it was the same judge. Mine was in June/2005. I was hoping the process would take a couple more weeks so I could have become a citizen on July 1 (Canada Day)! It was indeed a very emotional event and like Mirella & Christian, I applied for Canadian citizenship not only because it might have made life more convenient for me, but mostly because I came to identify with Canadian culture and values. Particularly with the sense of social justice, equality and the strong belief in the positive aspects of multiculturalism.

This attachment to Canada has become even more evident in recent weeks, as we start planning our move back home. Despite enjoying every minute I have spent in Spain and cherishing all the many friends I’ve made in the past few months, Alan and I are both looking forward to going back to Canada.

Author: guerson

Born and raised in Brazil, a Canadian stole my heart and took me to Canada in 1999. After seven years between Montreal and Toronto, we then moved to Barcelona, Spain, where I did research for my PhD thesis. This blog began as a chronicle of our adventures while living in Barcelona and exploring the old world and has acquired a life of its own after we moved back to Canada.

8 thoughts on “Canadian citizenship”

  1. Muito legal! Isso que falta aqui, mais hospitalidade! Sentir- se acolhido é o que mais precisa um imigrante que já tem tantos problemas práticos e psicológicos de adaptaçao.

    Ah, quero te pedir um favorzao. Fiz uma traduçao para um trabalho que estou fazendo e achei que ficou estranho. Sabe como é, tradutora de araque. Você poderia traduzir pra mim? É um parágrafo da Judith Butler:

    “I think … that we have not yet become human. Or, I might say, in a different way, that the category of the human is in the process of becoming. What constitutes the human is a site of contestation. there are clashing cultural interpretations about what the human ought to be, and that every time you assert human rights, you are also adding to the meaning of what the human is.”

    Se vc puder, te agradeço muito. Acho que nao conheço ninguém que fale inglês perfeito como vc…
    beijos

  2. Hi, Alexandra, I´ve always written in portuguese here in your blog cause I´m very shy to do it in english. ;-) But well, I think this conversation is much better in english so I´ve changed my mind. About this post, what can I say? I wish I could be a french “citoyenne” one day… It´s a long story..

    Bjs (em portuga mesmo)

  3. Hey, Gi! No pressure – escreva no idioma que quiser, aqui na minha “casa” não tem dessas frescuras ;) o importande é entender e ser entendido!

    Aliás, no Canada isso é bem interessante – I’ve witnessed many many situations in which people had whole dialogues with one person speaking in English and the other in French. A pessoa falando inglês entendia bem o francês mas não se sentia confortável conversando no idioma, então usava o ingles que era o idioma com o qual ela se expressava melhor e vice-versa com a pessoa falando francês. The same happens here in Catalonia with Catalan & Spanish.

  4. Alexandra, I know this, but it´s really strange for me to read in english and answer in portuguese even if our first contact was in portuguese. ;-) But, well, claro que eu prefiro na minha língua maternal..;-))

    É verdade que é muito engraçado isso. Adorei essa parte no Canadá nos 2 meses que passei. Nunca morei num país onde a língua falada fosse o inglês, então essa sensação de poder me comunicar em inglês na Europa e no Canadá também foi interessante. No Canadá, me senti meio nos EUA. ;-) O problema pra mim foi entender o francês do canadense, porque aprendi na França (e continuo sempre estudando, porque a língua francesa é superdifícil e sou perfeccionista, esforçada e ainda não pude passar um tempo grande no país, como 5 anos direto) e mesmo meu colega canadense tinha um francês de Paris, sabe? Porque ele morou 5 anos lá. Esses primeiros contatos brecam a gente à beça. Ainda mais uma brasileira.

    Outra coisa hilária: quando conheço uma pessoa e só falo com ela numa língua não consigo falar em outra. Quando meu namorado falava com meus amigos brasileiros (q não falam francês) em inglês, eu bloqueava porque com ele é só francês, apesar do que no início ele me traduzia em inglês algumas palavras em francês. Ô, vida. Mas o inglês salva muita gente, viu. No mundo inteiro. E fast-food também. Sem querer desmerecer o estudo profundo da língua de Shakespeare. Falei mais daquela coisa de “se virar” num país. O inglês é amigo aí. Eu queria estudar mais inglês, ler livros e viver um tempo nos EUA, quem sabe Inglaterra, só pra treinar. Bjs!

  5. o canadá parece os EUA superficialmente… logo que eu cheguei eu tambem achava isso. mas basta ir visitar os EUA para notas o quanto os dois países são diferentes ;)

    realmente, o francês do canadense é brabo… Eu aprendi francês no brasil então, como vc, minha influencia sempre foi mais o francês da frança. Até fiz cursos e francês no quebec, entendia tudo e me comunicava bem mas na rua, eram outros quinhentos… ninguem me entendia! E olha que quando eu vou a Paris, nunca tenho problemas, todo mundo me entende super bem… Acabei não praticando muito o francês quando morei em Montreal. Pois quando as pessoas ouviam um sotaque diferente, já mudavam pro ingles.

    eu até consigo mudar de idioma com uma mesma pessoa. O meu problema é falar ingles com alguem que fale um terceiro idioma… I mean, I get very self-conscious… Eu acabo me sentindo meio imperialista, sei lá, fico achando que eu deveria estar fazendo um esforço para aprender o idioma da pessoa… Por isso tento aprender ao menos algumas palavras como bom dia, obrigado, como vai, desculpe, e principalmente “desculpe, mas não fala seu idioma, vc fala ingles” apesar de que nunca estive em um país onde não falasse o idioma. Mas no meu curso de frances para imigrantes fiz questão de aprender como dizer bom dia, como vai e obrigado nos idiomas dos outros alunos ;)

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