Brazil not such a haven for immigrants

It was on the news: Brazilian students at the University of Brasilia set fire to the student residence where African students lived. The criminals emptied fire extinguishers, piled bricks against the exit doors, waited until the foreign students were asleep and poured gasoline on their doors. Luckily, a student from Guine-Bissau was able to extinguish the fire before it consumed the building and no one died.

I often hear from Brazilians abroad that it’s not fair that they are discriminated against in places like the US and Europe when they are so nice to the foreigners going to Brazil. Sure. If you are a white, blond foreigner, maybe… If you are African or Latin American it seems Brazilians can be just as xenophobic as anybody else…

For those who read Portuguese, check Denise’s very thorough post on the situation of immigrants in Brazil.

Author: guerson

Born and raised in Brazil, a Canadian stole my heart and took me to Canada in 1999. After seven years between Montreal and Toronto, we then moved to Barcelona, Spain, where I did research for my PhD thesis. This blog began as a chronicle of our adventures while living in Barcelona and exploring the old world and has acquired a life of its own after we moved back to Canada.

7 thoughts on “Brazil not such a haven for immigrants”

  1. I think this case is isolated. I saw this on TV and we can see that the problem is not only racism or xenophoby. But Brasilia is a strange place…and we, here in Brazil, can be just as xenophobic as anybody else…like you said.That´s for sure.

  2. Cara irmã,

    Ao que tudo indica o que aconteceu foi fruto de uma rixa antiga entre alguns dos estudantes africanos e um grupo de brasileiros. Foi crime e os responsáveis devem ser punidos, mas não há nada que indique que o motivo foi xenofobia.

    Algumas distorções devem ser corrigidas. Muitos daqueles estudantes são profissionais. Estão há 11 anos morando na universidade, e não tem nem perspectiva de terminar o curso. São “jovens” que pertencem a elite de países governados normalmente por ditaduras, e não desejam voltar. Sua profissão é ser imigrante africano.

    Causam balbúrdia a qualquer hora no campus, e muitos estudante questionam a situação deles na universidade, principalmente nos alojamentos, ocupando vagas que poderiam ser de outros alunos. Observe que não a confusão com estudantes de outros países.

    Tentaram dar uma conotação de racismo a coisa, mas não tem nada disso. Até os estudantes africanos envolvidos falaram que tudo deve-se a uma rixa antiga, que já resultou em brigas inclusive.

    Por um ano tive a oportunidade de conviver com um grupo de 40 alunos do Suriname na AMAN. Você não tem idéia do que eles faziam. Não é nada agradável estar de serviço no fim de semana e ter que limpar vômitos espalhados pelo alojamento sobre riso zombeteiros dos “estudantes”.

    Em todas as escolas que freqüentei, inclusive agora no mestrado, convivi com estrangeiros. E sempre foram muito bem tratados. Muitos inclusive não voltaram a seus países, alguns que eram militares simplesmente desertaram.

    Não vamos transformar fatos isolados em padrão da sociedade. Já não basta a questão do racismo. Gente estúpida tem em todo lugar, o que é favorecido aqui pela impunidade. Os jovens que tacaram fogo em um índio em Brasília não tinham nada contra os indígenas, estavam apenas “entediados” com a vida na capital.

  3. Aconteceu o mesmo na Bahia, na Universidade Federal, isso sao grupos de neo-nazistas que estao organizados e espalhados pelo mundo todo, infelizmente ( importaçao européia). O problema no Brasil nao é de xenofobia e sim de preconceito contra os negros. No Brasil, os brancos continuam sentindo- se superiores aos negros. O ranço do colonialismo continua, cada vez menos, isso sim.
    abraços

  4. Oi, gente. Esses jovens que atearam fogo no índio em 1996 em Brasília (se não me engano em 96, porque isso foi discussão no meu primeiro período de faculdade) disseram: “ah, achávamos que era um mendigo”. Quer dizer: mendigo pode? Acredito sim que esse “tédio” cause isso. Bem, não no caso das minhas duas amigas cariocas que foram “obrigadas” e se mudar pra lá quando eram adolescentes. Elas direcionam a energia pra outras coisas. ;-) Esse “tédio” pode muito bem produzir grana ou delinqüência. E nos ricos mais ainda. No caso delas: grana, salários mais altos, e mais oportunidades do que quem mora no Rio, como eu por exemplo. ;-)

    Já esse caso da UNB agora pode até ser isso que você disse, Jota, mas penso que há sempre racismo por trás. Eu acho que isso tudo me lembra muito o caso de violência contra uma certa minoria que fez uma opção sexual: todos falam em “questão sexual” e ao meu ver me parece sempre outra coisa. Desde que nascemos, a mídia vende o que é “correto e normal”, as pessoas compram e não obtêm o que é “prometido”, porque na verdade ninguém explicou que “um ser humano pode ganhar pela competência não importando seus prazeres eróticos”. A não ser que eles influam diretamente e de maneira prejudicial no trabalho que realizam. Daí, inconscientemente, esses “algozes” se perguntam: “nossa, como posso deixar essa pessoa afeminada (na maioria dos casos) ter algo que não tenho? Ter essa independência, ter essa “boa situação financeira”? Não foi isso que papi-mami-publicidade me ensinaram. Então.. o que farei? Vou ‘partir pra cima'”. Daí todo mundo fica achando que é porque o kara não aceita a “determinada opção sexual”. Só que não é isso. O que afeta os criminosos é justamente a “boa condição e as vítimas dessas violências terem grupos, eles viverem como pessoas normais”.

    No mais, tendo a concordar com a “Comentarista”. Xenofobia só num viés não é xenofobia. Xenofobia tem de ser com todos, até com elefante americano. ;-)

    A tendência é sempre ver “racismo e preconceito” porque na verdade os dois existem e muito, mas deveriam ser englobados (aí concordo com você, Jota) com outras coisas, como no caso da violência contra minorias e suas “escolhas sexuais”.

  5. Oi pessoal,

    Bom, talvez xenofobia seja um termo muito forte mas não acho que se possa deixar de lado o componente racial do conflito com os estudantes africanos em Brasilia. O fato de serem ou não estudantes profissionais influe pouco pois isso é mais ou menos normal nas universidades publicas. Passei por quatro e conheci muitos estudantes que já estavam na universidade há 5-6 anos e continuavam no terceiro, quarto período e não tinham nenhuma pressa em se formar. É isso que dá dar ensino gratuito a um corpo estudantil onde mais de 80% poderia pagar e é sustentado por papi-mami.
    É verdade que Brasília é um lugar meio estranho. Eu gostava de lá mas confesso que sempre notei muito elitismo e classismo nos estudantes da UnB. Não me surpreenderia em nada que os estudantes africanos fossem discriminados.

    Acho que todos reconhecemos que existe muito preconceito contra negros, pobres, nordestinos, homosexuais, etc no Brasil. O que me assusta ultimamente é o grau de violência demonstrado por quem tem esse tipo de preconceito. Há algo de muito errado e doente em uma sociedade onde jovens educados e com um certo nível de vida coloca fogo em um indigena achando que é um mendigo ou quase matam um professor que estava andando na rua por causa de sua preferencia sexual. Uma coisa é o crime causado pela pobreza ou pelo consumo de drogas. Outra coisa são os requintes de violência que se vê ultimamente. De onde vem isso? Será simplesme uma mescla desse “tédio” das classes mais abastadas com a impunidade que reina ou há algo mais? Não sou cientista social e não vou especular mas essas coisas têm me assustado muito…

    Concordo com a Gi que muitas desigualdades são perpetuadas pela mídia. Vide as idéias passadas nas novelas e propagandas. Exemplos notórios são a forma como as propagandas de cerveja retratam as mulheres. E a forma impune como preconceitos de todo tipo são escancarados nas novelas…

    Mas para chegar a uma cura tem que passar pelos estágios do tratamento e o primeiro é reconhecer que existe um problema.

  6. Pois é, Alexandra. Voltando à “era da pedra” infelizmente. Não há diálogo. Isso também me assusta. Eu estive em Brasília duas vezes, uma aos 18 e outra aos 21 pra visitar essas minhas amigas. Há muito não temos mais contato, por diversas razões.

    Quem dera eu ter estudado em universidade pública.. mas passar naquilo eu não ia nunquinha da silva. Talvez hoje pra fazer mestrado, pós, mas Vestibular.. não dava mesmo. ;-) Tudo errado.

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