Racist or just simply naive?

Remember all the controversy over the official photo of the Spanish Basketball team doing “slit eyes” during last Olympics?

Well, there was a lot of controversy, as you can imagine. The Spanish defended it saying that they didn’t mean it in a negative way and therefore it couldn’t be deemed racist.

Looks like Brazilians agreed because this is how the number one TV station in the country chose to advertise its new primetime soap opera.

I found the discussion on the blog above interesting – all of the Brazilian readers don’t see any harm done while the non-Brazilian (perhaps all American, maybe some Europeans) readers are simply shocked. I also find it interesting that one can say that something is not racist just because it is “normal” and “everybody does it” and it is done just “for fun”.

What do you think? Is it insensitive? or even racist?

Author: guerson

Born and raised in Brazil, a Canadian stole my heart and took me to Canada in 1999. After seven years between Montreal and Toronto, we then moved to Barcelona, Spain, where I did research for my PhD thesis. This blog began as a chronicle of our adventures while living in Barcelona and exploring the old world and has acquired a life of its own after we moved back to Canada.

20 thoughts on “Racist or just simply naive?”

  1. I can´t see racism in these pictures. I searched for definitions of racism and these pictures don´t fit any of them. They are not “normal”, insentive or racist, in my opinion.

  2. É engraçado julgar esse comprotamento vindo de um brasileiro, por exemplo… pois no Brasil tudo é motivo de piada, não necessariamente ofensiva.
    As vezes eu penso se essa “onda do politicamente correto” ajuda ou atrapalha o mundo e a sociedade… claro que sou contra o bulling, mas as vezes acho que exageramos na nossa maneira de ver as coisas.
    Eu acredito que essa foto esta para o “naive” e não teve a intenção de ser ofensiva, o mesmo vale para a propaganda da novela das 6.
    Porém… não sei se é possível julgar o que é certo ou errado nos olhos dos outros… se liberarmos uma coisa e não outra, tudo pode ter dois pesos e duas medidas. Dessa forma, as fotos nunca deveriam ter ido ao ar publicamente.
    Será que viajei? eheheh
    abs

  3. Apesar da propaganda ser de péssimo gosto, acredito que para a cultura brasileira não existe nenhum racismo no gesto de “puxar os olhinhos”, acho que foi só uma idéia infeliz mesmo e que para a cultura canadense talvez possa parecer ofensiva.
    Fiquei imaginando algo parecido em relação ao Brasil, talvez uma propaganda mostrando todas as mulheres fantasiadas de “dançarinas do Tchan”. Não seria racista, mas ofensivo.
    Bom, não foi um exemplo bom mas espero ue vc tenha captado a idéia.
    Bjs

  4. I don’t doubt that in neither case there was any intention to offend someone or to imply that the Chinese are inferior because of their race. Yet, we can’t ignore the fact that this image of the emphasis on the slanted eyes has been used in racist caricatures that emphasized their otherness and difference. Whether we believe stereotypes should be able to be used in humorous contexts or not, they do play a role in maintaining and perpetuating racism, which I here take to mean hostility towards people of races other than one’s own as well as the belief that race determines human traits or capacities. Making fun of people’s physical characteristics, particularly physical traits that they have no way of changing and which are racially based, crosses the line. I think jokes that appeal to that are very insensitive and not funny at all.

    It doesn’t mean that the people who created the images above are racist, but it does mean that images historically used to ridicule a specific group might be construed as racist independently of the intention of their creators. And they should be aware of that.

  5. Jeanne,

    That’s exactly what I meant – maybe “racist” is too loaded a term for the images and the context in which they were created. Maybe it’s all about putting ourselves into their shoes. Like one of the commentators in Rachel’s blog put it, would we find it amusing if the Chinese television decided to put on a soap opera partly filmed in Brazil, entitled Brazilian Business and which used only half naked women on the cover to symbolize “Brazil”?

  6. I think that naive is indeed a good word for it, in the Brazilian context… I don’t think that most Brazilians would see the ad as racist or offensive, even the ones with Chinese descent. I wouldn’t have taken much notice of the racial issue in this particular ad if no one had pointed it out (probably wouldn’t have noticed the ad at all, but that’s another story). This wouldn’t be politically incorrect in Brazil – maybe anywhere else, but not there.

    But then again, there always is a thing or another in Canada that “shock” me and that the Canadians takes as normal behaviour, being an outsider can have that affect on you. That’s one of the reasons I like reading Rachel’s blog, to see what kind of impression an outsider would have of our everyday culture – it raises some interesting questions.

    And I’m not a big fan of excessive political correctness, I think that we’re coming to an extreme where almost anything is enough reason for a lawsuit fest… There has to be another way to deal with everyone’s differences, hopefully.

  7. Não há nenhum racismo nesta imagem. E também não acho que os jogadores tivessem que pedir desculpas por isso como fez o Calderon a pouco tempo. Como a Jeanne disse, de repente foi uma campanha infeliz, no máximo.

  8. Francamente, acho que estou enlouquecendo. O que há de “racista” na foto dos espanhóis e na propaganda da Globo? Me esforço para ver as coisas do ponto de vista de um chinês, por exemplo, mas, mesmo assim, não consigo ver nada que tangencie racismo. Pode-se dizer que é um comercial de mau gosto, fraco, por causa de um estereótipo, ou clichê,mesmo. Mas daí a alguém cogitar haver racismo me parece uma sandice; coisa de paranóico americano politicamente correto (uma baita redundância). OK, mas eu sou politicamente incorreto; então, minha opinião conta muito pouco.
    abs
    ph

  9. Americano é paranóico politicamente correto até o primeiro gaiato vir criticar brasileiro branco e de boa família, daí a coisa muda de figura e vemos emergir aquela horda de ofendidos, dispostos a boicotar filmes como “Turistas” que mostram o “nosso Brasil” de um jeito assim tao negativo.

    Aliás posso apostar que metade das pessoas que acharam tudo isso normal e tãooooooo “naive” participariam de bom grado daquelas blogagens coletivas insuportaveis sobre o quanto esculhambam com a imagem da mulher brasileira (a branca, rica, escolarizada, viajada e de boa familia) no “estrangeiro”, ou aqueles posts condenando quem se prostitui ou é imigrante ilegal. É por essas e por outras que minha paciência com discussões em blogs se esgotou :-)

    Beijos Alex, e desculpa o mau humor :-)

  10. Os brasileiros não podem se ofender com a imagem que têm no exterior, não. Nós somos os culpados. Isso aqui não passa de um acampamento onde só há futebol e carnaval. A imagem da mulher brasileira no exterior não é diferente da do homem: em resumo, não valem muita coisa. Nós não valemos nada. Um país deste tamanho tem pífio 1% de participação no comércio mundial. Se cair um cometa e acabar com este país, no dia seguinte, poucos notarão a diferença. Baixa auto-estima? Não, apenas a pura verdade. Mas já foi pior; nas últimas décadas temos melhorado sensivelmente os padrões sócio-econômicos. Nem tudo está perdido.
    Mas numa coisa, pelo menos, somos “melhores”: não somos neuróticos e politicamente corretos, apesar dos que adoram importar modismos, principalmente os mais perniciosos.

  11. Me desculpa PH mas pra mim neurótico é alguém que pensa que um país como o Brasil é um acampamento, além de neurótico nesse caso também acrescentaria mal informado, inculto, etc. Politicamente correto é dizer que no Brasil tem racismo ? Ou dizer que tem racismo no Brasil é feio e o melhor é achar graça e dar risada ? No mundo de hoje falar em importar ou exportar “modismos” me parece algo totalmente sem sentido, já que todos os dias com internet, tv a cabo estamos submetidos a influências vindas de todos os lados.

    Pra terminar, achei interessante e revelador o seu NÓS NÃO SOMOS NEURÓTICOS e a PURA VERDADE (que pelo jeito é você que a conhece)… eu não sei em nome de quem você fala, mas se você fosse descendente de japonês, de chinês ou se fosse negro, provavelmente não falaria na primeira pessoa do plural como se fosse porta-voz de alguém.

    Sim, os indicadores econômicos melhoraram, mas racismo existe ainda e muito.

    Como existem pessoas que só entendem a realidade do outro vendo, sugiro a leitura desse relato aqui, tratando de alguém com graduação, mestrado, que ensina língua espanhola em uma escola brasileira : http://historiasdemenina.wordpress.com

  12. Tá certo, Ana. Você é a única bem informada por aqui. Tão bem informada que recorre a argumentos ad hominem. Fazer o quê, né.
    Tão bem informada que diz o óbvio: há racismo no Brasil. Há racismo em todo lugar, minha cara. Isso não quer dizer que a histeria seja o melhor remédio. Chegamos ao ponto em que não podemos rir de mais nada. Uma piada de papagaio provoca a ira de defensores dos animais.
    Definir o que é racismo é tarefa complicadíssima. Chamar alguém de “negão” é racismo? Depende do contexto. Eu tenho um amigo a quem chamamos “Negão”, mas ele é branco. Daí pode. Tenho a impressão de que quando se chama alguém de “nego safado”, o problema não é o “safado”, mas o “nego”. Se eu chamar alguém de “alemão safado” provavelmente não serei acusado de racismo. Julgar as pessoas pela cor da pele é uma idiotice sem tamanho.
    Mas ofender é claro que não pode. Mas e fazer piada? Há quem diga que quando você faz piada, mesmo aquelas de mau gosto que a gente bem conhece, você está reconhecendo a existência do outro, pacificamente. Já os racistas não fazem piada, não. Você já viu alguém da KKK fazendo piadinha de negros? Eles partem para a eliminação. Os skinheads também não riem dos gays ou dos judeus. Matam.

    Mas eu há havia jurado pra mim mesmo que jamais voltaria a discutir com pessoas politicamente corretas.

    PS. Também tenho graduação, mestrado… Posso mandar o link do meu Lattes, se você quiser.

  13. I ran into a friend of mine yesterday who said he meant to live a comment on this post. He is Canadian, raised in Toronto, and was recently in Spain shooting a documentary. During the Olympics he had heard about the controversy over the picture of the basketball team and assumed that they had taken down the pictures. He was very surprised when he got to the airport in Madrid and saw that picture everywhere. We talked a bit about it and his comment was that in a society that is traditionally more homogeneous, people probably don’t see what the fuss is all about.

    So that got me thinking. It is true that Spain, until recently, has been very homogeneous and most Spaniards are not really sure on how to take or relate to the foreign or deal with racial and religious difference. They have been made to during the past few years but it is not something that they have had to do in the recent past.

    What about Brazil? Brazilians think of Brazil as some sort of multicultural mix, where races of all kinds blend. While that is in part true – miscegenation is indeed an intrinsic element of the development of Brazilian society – the flip side is also true. It is also a place where differences are not accepted but need to be erased. We are all very proud that foreigners become Brazilian within a generation but that can be interpreted in many different ways. Did that foreign have to become Brazilian – i.e. speak the language without an accent, embrace the culture, shed his own peculiar roots – in order to be accepted? It seems to me that the Brazilian approach to integration is not much different than the American formula – it’s all about the melting pot.

    A number of people at the blog where this story was originally posted mentioned that this whole concern for political correctness is bs, that Americans are afraid of pointing out differences and that in Brazil we are actually proud of pointing out the differences.

    That may be so, but pointing out difference is not a good way of over coming it. It is not necessarily part of accepting. As a quick and non-controversial example is the issue of individual expression. Here in Canada people wear whatever they feel like. Some of it is pretty bad and you can often see people wearing pajamas at the grocery store. But nobody ever says anything. This allows people like me to experiment a bit, wear odd combinations of colours, find a more individual form of self-expression without feeling like I’ll be judged by others. In the end, the message I get from the fact that nobody comments in a negative way is not that people are being blindly politically correct but that what I wear doesn’t really matter, that it is who I am and what I do that matters. In Brazil, on the other hand, I feel judged all the time if I wear anything out of the ordinary. People go out of their way to tell me that what I wear is weird and ask me why am I doing that.

    I feel that anything – even silly PC rules – that get us past the physical (be it the shape of someone’s hair or eyes, or the colour of one’s skin, or someone’e weight) and more into the concrete is worth pursuing. Personally, I find the ad in question very bad taste.

  14. ph,

    O problema de falar em racismo no Brasil é justamente esse:

    “há racismo no Brasil. Há racismo em todo lugar, minha cara. Isso não quer dizer que a histeria seja o melhor remédio. ”

    Há dois tipos de reação a frase “Há racismo no Brasil”. Uma é a negação – muitos não admitem que exista racismo no Brasil. Citam a miscegenação e o fato de não haver leis determinando segregação racial como prova de que não existe racismo.

    A outra é normalizar a situação dizendo que realmente, há racismo, mas racismo há em todo lugar.

    Ambas as posições têm o mesmo efeito – ninguém faz nada a respeito. O fato de existir racismo em todo lugar quer dizer que temos que aceitar? Que é normal? Que faz parte da natureza humana?

    Eu acredito que não. O racismo é uma construção social. É algo que aprendemos. E algo que podemos aprender que é errado também. Utópico? Não creio. Certamente não pode ser resumido a “histeria”.

  15. Ph, sobre racismo eu estou realmente bem informada, sem modéstia nenhuma. Eu estou falando de racismo contra negros no Brasil por exemplo, seu exemplo sobre alemães infelizmente não cabem no contexto brasileiro.

    Existem racismos e racismos sim, e mesmo que exista em todos os lugares do mundo, isso não impede ninguém de falar sobre ou estudar o assunto. Eu sou acadêmica, não me quero politicamente correta ou incorreta, o que eu tô falando é fruto de estudo, observação e análise.

    Qto à graduação e ao mestrado que fiz referência no caso do blog que mencionei, era o fato de que mesmo as pessoas mais qualificadas e ocupando posições importantes se vêm diante de atitudes racistas de aluno no Brasil.

    Infelizmente não vou chorar e ficar emocionada pelo fato de no Brasil as pessoas agora estarem proibidas de rir e achar de graça de coisa que não tem graça.

    Beijocas, fui.

  16. I quit!
    Pra terminar, Ana, ilumine-me: qual a idéia racista explícita na foto dos espanhóis? Sou um tanto tapado.

    PS. eu sou politicamente incorreto: chamo homossexual de viado e “afrodescendente” de negão. Nunca, mas nunca, tratei nenhum deles de maneira diferente da que trato todo mundo. Não classifico as pessoas por nenhuma característica física, nem pelo que fazem entre quatro paredes. Sou um liberal, no sentido político e econômico do termo. Cada um vive como bem entender, desde que cumpram as leis. Mas estou longe de fazer cruzada contra isso ou aquilo. Não gosto de discursos prontos, principalmente os politicamente corretos esquerdóides.

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