Quote

“The best travel is not about a list of monuments, museums, and landscapes. The best travel is about people, and if you travel well it is people that you are going to remember most. People that are strange, unique, foreign, similar, friendly, nice, hospitable, loving, kind, rude, outrageous, and normal. These will be the experiences that stay with you forever, that no postcard can ever reproduce.”

From The Art of Travel

Muere lentamente

This was posted by Danilo in his blog and it’s so brilliant, I couldn’t help posting here…

Muere lentamente
quien no viaja,
quien no lee,
quien no oye música,
quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente
quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.

Muere lentamente
quien se transforma en esclavo del hábito
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca,
no se atreve a cambiar el color de su vestimenta
o bien no conversa con quien no conoce.

Muere lentamente
quien evita una pasión y su remolino de emociones,
justamente estas que regresan el brillo
a los ojos y restauran los corazones destrozados.

Muere lentamente
quien no gira el volante cuando esta infeliz
con su trabajo, o su amor,
quien no arriesga lo cierto ni lo incierto para ir detrás de un sueño
quien no se permite, ni siquiera una vez en su vida,
huir de los consejos sensatos…

¡Vive hoy!
¡Arriesga hoy!
¡Hazlo hoy!
¡No te dejes morir lentamente!
¡No te impidas ser feliz!

Pablo Neruda

Quote

“Success is not the key to happiness. Happiness is the key to success. If you love what you are doing, you will be successful.”

Albert Schweitzer

If I had to give one advice to anybody who’s trying to decide what to do with their lives, what career to choose, that would be it!

Borderless

She’s Brazilian, married to a very talented Afro-German jazz musician, and lives in California where she is raising two very multi-cultural children. Regina Camargo writes poetry and this one describes my feelings very well:

Borderless


I was born with a wondering heart

Thousands of miles away

In a city that never sleeps

Where you cannot see the horizon

But you can buy flowers at three in the morning

Millions of people coming and going

I can easily remember names of airports

Even though they always feel the same

I like watching the long list of destinations go by

Home is just a state of being

I belong to many places

My roots spreading all over

I strive for a world borderless

I have learned to mistrust flags

While stretching my heart

June 2006

Sem fronteiras

Eu nasci com um coração errante

A milhares de milhas daqui

Numa cidade que nunca dorme

Onde é impossível de ver o horizonte

Mas há como comprar flores às três da madrugada

Milhões de pessoas indo e vindo

Nomes de aeroportos

Eu me lembro com facilidade

Ainda que eles sempre pareçam o mesmo

Gosto de ver a lista das destinações a se desdobrar

Home é estado de espírito

Eu pertenço a muitos lugares

Minhas raízes se espalham

Luto por um mundo sem fronteiras

Aprendi a desconfiar de bandeiras

Enquanto meu coração se alarga

—————-

A while ago she wrote this poem, that left me with tears on my eyes…

Quote

I came across this quote on Denise’s blog and I really enjoyed it –

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

Quotes

“Desejo de ir além das aparências, tentar descobrir nas pessoas qualquer coisa imperceptível aos sentidos comuns. Compreensão de que as diferenças não constituem razão para nos afastarmos, nos odiarmos. Certeza de que não estamos certos, aptidão para enxergarmos pedaços de verdade nos absurdos mais claros. Necessidade de compreender, e se isto é impossível, a pura aceitação do pensamento alheio.” Graciliano Ramos

To be a migrant is, perhaps, to be the only species of human being free of the shackles of nationalism (to say nothing of its ugly sister, patriotism). It is a burdensome freedom … The effect of mass migrations has been the creation of radically new types of human being: people who root themselves in ideas rather than places, in memories as much as in material things; people who have been obliged to define themselves – because they are so defined by others – by their otherness; people in whose deepest selves strange fusions occur, unprecedented unions between what they were and where they find themselves. The migrant suspects reality: having experienced several ways of being, he understands their illusory nature. To see things plainly, you have to cross frontiers … Migrants must, of necessity, make a new imaginative relationship with the world, because of the loss of familiar habitats …

Salmon Rushdie, Imaginary Homelands 124-125

Citizen of the world

This Portuguese poem was written by a Brazilian woman married to an Afro-German man living in the US and it brings out many of the things I feel as a citizen of the world. At the end she says, and here I clumsly translate, “Through being a foreigner, I adopted a homeland (a country) wherein fits the whole of humanity”. It brought tears to my eyes…

Gema

Regina Camargo
Setembro, 2005

Sou paulistana da gema,
Gema preciosa
Essência multicor
Por onde flutuam
Pensamentos, palavras e sentimentos
Em línguas várias
Sou brasileira tupiniquim
Latina viviendo sin fronteras
Auslander/Foreigner/Estrangeira
Cidadã do mundo que gosta de ouvir
MPB, funk e jazz
Swissgrove Radio pela internete
De dançar ao som de bangra, raï,
Eletrônica and drum’n’bass
Ojos de Brujo, Femi Kuti
Amina, Cheb Mami
Home is where the heart is
So they say
Mas meu coração errante
Il est partout
São Paulo, Curitiba,
New York, Berkeley,
Salvador, Paris,
Berlim, Amsterdam
Quem sabe um dia
Dakar e Dehli.
Alma cigana que sonha em visitar o Mali,
Bamako de Salif Keita e Boubacar Traore
Mas que nem por isso se esquece de Caetano,
Chico, Gil, Milton, Lo Borges, Lenine
E de tantos mais.
Minha boca se enche d’água
Quando sinto o cheiro de samosas,
Naan e mango lassi,
Tandoori chicken, Sushi,
Pad-Thai, chiles rellenos,
Hummus, baba ganush,
Pita bread, pão de queijo
Moqueca de peixe, farofa,
Tutu de feijão, virado de couve,
Mandioca, escarola, agrião,
Doce de leite, beijinho,
Suco de maracujá, jabuticaba,
É fruta que não se acaba.
Minha certidão de nascimento diz
Que a minha cor é branca
Eu sempre achei isso muito mal contado
O lado português,
Tão vangloriado pelo meu pai,
Nunca enganou a minha avó materna:
Cara de índio, nariz chato,
Pele morena, cabelo assanhado.
Aqui renasço enquanto
“Person of color.”
Já limpei casa com piscina
Cuidei de filho alheio,
Fiz coisas que
Faculdade nenhuma ensina
Camaleoa que sou
Vou me adaptando pela vida afora
Dependendo de onde estou.
Com filhos que são americanos,
Mas que também são brasileiros e alemães
Marido afro-deustch
Alemão com cara de brasileiro
Whatever that means
Filhos com sotaque de gringo
Para quem Saci, Maus,
Caipora e Nikolaus
Habitam o mesmo universo de
Dr. Seus, Tin Tin e Asterix
Minha vida é marcada
Por uma sucessão de adeuses:
Aeroportos e passaportes,
Abraços ao vento.
Mas também de boas-vindas:
Janelas abertas,
Portas por abrir,
Good wishes.
Saudade que nunca se finda.
Ainda assim
É em sendo estrangeira
Que adoto uma pátria
Onde cabe a humanidade inteira.
Uma pátria sem fronteiras
Onde cada um festeja
As cores de suas bandeiras
O resto são fragmentos da memória
Cheiros, sons, paisagens
Mais lã no novelo da minha história.

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